Urgência do hospital de Viseu provisoriamente em estruturas de apoio no exterior




O Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) anunciou ontem que, devido às obras de requalificação e ampliação do serviço de urgência, este irá funcionar de forma provisória numa estrutura modelar e num hospital de campanha a partir de março.

“A remodelação implica obras profundas do edifício existente, o que obriga à desativação total das atividades e isolamento da área para demolições”, explicou o CHTV, em comunicado.

Para que seja possível iniciar esta fase das obras, “foi necessário deslocalizar quase toda a área clínica para fora do edifício principal do hospital, mantendo-se apenas a Sala de Emergência, Traumatologia, Pequena Cirurgia e Cirurgia Geral”, acrescentou.

Orçadas em cerca de 6,4 milhões de euros, as obras sofreram atrasos devido à pandemia de covid-19, devendo ficar concluídas até ao final deste ano.

Segundo o CHTV, na área exterior do hospital foram instaladas três estruturas, nomeadamente uma estrutura modular para atendimento de doentes não respiratórios, um hospital de campanha do Instituto Nacional de Emergência Médica para doentes covid-19 e uma estrutura modular para apoio de acompanhantes.

“As obras no serviço de urgência do CHTV pretendem criar as condições necessárias para responder às necessidades da população, permitindo reduzir os tempos de espera e as assimetrias territoriais, bem como aumentar a disponibilidade de serviços médicos diferenciados”, justificou o centro hospitalar.

O CHTV sublinhou que esta intervenção permitirá que a urgência fique com “uma maior capacidade de atendimento em picos de grande afluência” e que trate “com condições adequadas os doentes mais complexos”.

As obras de requalificação e ampliação do serviço de urgência foram consignadas em outubro de 2020 (concretizando um projeto que teve início em 2016) e tinham um prazo de execução de 400 dias. Representam um investimento de cerca de 6,4 milhões de euros e contam com um apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 4,6 milhões de euros.




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