Sindicato exige admissão de mais enfermeiros no CHTV




O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu na passada sexta-feira a admissão de mais enfermeiros com contratos sem termo no Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV).

Em conferência de imprensa após um plenário com enfermeiros do CHTV, o dirigente sindical Alfredo Gomes disse aos jornalistas que, no âmbito da pandemia de covid-19, foram contratados mais de 70 enfermeiros (a termo), dos quais o Governo só autorizou a passagem de 39 a contratos sem termo.

“Estamos a falar de cerca de 40 enfermeiros que, tendo um contrato a termo certo, acabando o verão, os períodos de férias, muito provavelmente não vão ver os contratos renovados”, lamentou.

O SEP exige também a “justa contabilização dos pontos para efeitos de progressão”, uma questão que, segundo Alfredo Gomes, já foi legislada no Orçamento de Estado de 2018.

“Este é um dos centros hospitalares que até hoje não atribuiu qualquer ponto aos enfermeiros com contrato individual de trabalho e aos enfermeiros que viram o seu ajustamento salarial para os 1.200 euros”, explicou.

O dirigente sindical contou que, das ações que o SEP colocou em tribunal no país, já houve decisões relativamente a três, que lhe foram favoráveis, no sentido de contar os pontos aos enfermeiros.

“Mesmo assim, colocamos as questões no conselho de administração e ele mantém a sua posição de aguardar para ver. Isto já foi legislado e já produziu efeitos em janeiro de 2018, estamos em junho de 2022, já lá vão quatro anos”, criticou.

Alfredo Gomes estimou que cerca de 700 enfermeiros (dois terços) do CHTV estejam nessa situação de não lhes serem atribuídos os pontos para efeitos de progressão na carreira.

No seu entender, este é um dos motivos por que os enfermeiros saem do Serviço Nacional de Saúde, emigram ou vão para o sistema privado.

“Hoje ganham mais no privado do que ganham no público. Não se admite que um enfermeiro que está há 20 anos a trabalhar nesta casa continue a ganhar 800 e qualquer coisa euros”, frisou.

Para o SEP, “é urgente que o Ministério da Saúde aprove o mapa de pessoal da instituição para que possam vincular e contratar os enfermeiros, que têm sido indispensáveis para responder às necessidades assistenciais das populações”, e para que “se evite a carência de enfermeiros que já se verifica em alguns serviços” do CHTV.




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