São Pedro do Sul aceita competências da saúde, mas prevê problemas




A Câmara de São Pedro do Sul aceitou ontem a transferência de competências na área da saúde, mas o presidente, Vitor Figueiredo, admitiu que estas virão acompanhadas de problemas para o futuro.

Durante a cerimónia de assinatura do auto de transferência de competências, o autarca disse ter noção de que ainda há “muitos assuntos por resolver” com o Ministério da Saúde, o que espera conseguir fazer com diálogo.

Perante a presidente da Administração Regional da Saúde do Centro (ARSC), Rosa Reis Marques, o autarca socialista esclareceu que, por exemplo, médicos e enfermeiros não terão motorista.

Vitor Figueiredo sublinhou que ele próprio, enquanto presidente de câmara, não tem motorista e, portanto, se os médicos e os enfermeiros quiserem ter, terão que retirar assistentes operacionais dos serviços a que estão afetos e colocá-los a desempenhar a função de motorista.

“Isto é muito complicado. Há muitas situações que já estão entranhadas nos médicos e nos enfermeiros ao longo de muitos anos e que têm que acabar”, frisou.

Vitor Figueiredo avançou que neste momento estão três veículos afetos à saúde e será com eles que vão trabalhar.

“Sei que muitas vezes estão a requisitar táxis. Connosco não vai haver requisição de táxis. Temos que saber gerir a nossa casa”, defendeu o autarca, acrescentando que, “em situações pontuais”, poderá haver uma quarta viatura.

Rosa Reis Marques mostrou-se convicta de que a transferência de competências no domínio da saúde permitirá mais eficiência e mais economia.

No seu entender, os problemas apontados por Vitor Figueiredo acabarão por se resolver naturalmente, em proximidade, e as pessoas vão adaptar-se à nova realidade.

“Não estou assim muito preocupada. Mas depois vamos ver”, acrescentou.

Assista aqui à cerimónia de assinatura do acordo de transferências na área da saúde.




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