PCP quer ordenamento florestal que garanta rendimento a pequenos proprietários




O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, defendeu hoje em Viseu rendimentos para os pequenos proprietários florestais, exigindo ao Governo que não discrime os baldios e que conclua a criação das equipas florestais.

“Impõe-se pois que o Governo recue nessa sua intenção de discriminar os baldios em autogestão, no quadro de uma outra política para a floresta que, desde logo, garanta a sua integração no Ministério da Agricultura, e que assegure o ordenamento da floresta garantindo rendimento aos pequenos proprietários, que concretize todas as equipas de sapadores em falta e que conclua o processo de reconstituição do Corpo de Guardas Florestais”, exigiu Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral falava na noite de hoje, num jantar-comício em Viseu de apresentação da lista dos candidatos a deputados pelo círculo eleitoral do distrito, encabeçada por Alexandre Hoffmann, pela Coligação Democrática Unitária (CDU), que integra o PCP e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

Jerónimo de Sousa defendeu “soluções para assegurar o aumento da produção, a criação de emprego e o apoio à atividade das pequenas e médias empresas” de agricultores e ligadas à agricultura e floresta.

“Estamos numa região marcada pela presença de um tipo de propriedade especial, a propriedade comunitária, onde ressaltam os baldios, que devem constituir a base de uma outra política florestal, particularmente quando sabemos que a propriedade pública é quase inexistente no país”, apontou.

O comunista lembrou a luta dos últimos seis anos que levou a “avanços na defesa dos baldios e da propriedade comunitária” em que se “revogou a lei do PSD e do CDS que visava a sua privatização” e, com isso, “foi possível dinamizar a sua gestão pelos povos”.

“Um passo de que nos orgulhamos, mas que o PS agora vem tentar fazer regredir, ao estabelecer apoios para os baldios que estão em cogestão do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] que não atribui aos que estão em gestão autónoma”, lembrou.

Neste sentido, Jerónimo de Sousa questionou como é que se explica que, “depois de terem depauperado os serviços do ICNF que não conseguem responder às incumbências que têm, designadamente a de elaborar os Planos de Gestão Florestal nos Baldios sob sua cogestão, queiram agora impedir investimentos nos restantes baldios”.

“Muitas respostas são necessárias dar. Respostas que outros não dão, nem darão. É esta resposta que só a CDU está em condições de garantir, uma resposta tão maior quanto mais força e mais deputados tiver”, apelou.

O líder comunista reconheceu ainda que Viseu “é um território com imensos problemas no plano social, mas simultaneamente também com muitos [cidadãos] que estão condicionados pelos próprios preconceitos”.

“Difícil vai ser camaradas, mas quando temos a consciência de que o nosso objetivo é uma vida melhor para o nosso povo, para o nosso país, então camaradas, vale a pena enfrentar as dificuldades como este partido. Quando foi confrontado com mais violência e quando tudo parecia perdido, este partido disse: ‘não desisto, não desistimos’ e não desistimos continua a ser a palavra de ordem”, sublinhou.




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