Município de Sátão leva peças museológicas para a rua




Peças museológicas e algumas réplicas estarão expostas em instituições municipais e em espaços públicos de Sátão para mostrar o espólio municipal e atrair o público aos museus, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara.

“Entendemos que os museus são um importante meio de intercâmbio cultural e como tal propusemos este ano que os museus saiam à rua e, para isso, vamos fazer com que algumas peças estejam em exposição nas infraestruturas municipais”, explicou Alexandre Vaz.

O presidente da Câmara Municipal de Sátão sublinhou à agência Lusa que a sede do município, a biblioteca ou as piscinas municipais “vão acolher mesmo as peças originais, porque há funcionários que podem garantir a sua manutenção e preservação”.

Alexandre Vaz disse que as peças em exposição, de dia 18 a dia 31, são dos dois museus em funcionamento, o do Gulfar e o Camila Loureiro, mas haverá também uma mostra de um terceiro museu que está em construção.

Ou seja, nas ruas da vila, como jardins e largos, vão estar “expostas réplicas em acrílico de peças, nomeadamente algumas pinturas de uma coleção que foi doada por um benemérito” natural de Pedrosas, aldeia do concelho.

“É o museu de arte ‘naif’ que estamos a construir na casa onde vivia o benemérito que nos doou não só a residência como uma coleção, julgo que de 165 obras que foi comprando ao longo da vida, principalmente pinturas de arte ‘naif’”, precisou o autarca.

O edil contou que o benemérito, Henrique Ferreira, já faleceu e, por isso, a Câmara “resolveu transformar a casa em museu e assim acolherá as peças que doou, estando disponível para o público apreciar”.

“Era para estar pronto em junho, mas, tal como no resto do país, também no Sátão as obras estão a estender-se no tempo e esta é uma das que se está a estender, mas queremos ver se ainda este ano fica pronto. Para já, desvendamos algumas pequenas réplicas”, contou.

Esta exposição em espaços públicos “foi a forma encontrada pelo executivo para comemorar o Dia dos Museus de uma maneira diferente, de forma a atrair os munícipes, e quem visita e passa pelo Sátão, ao interior dos espaços museológicos”.

“E também para que possam passar a mensagem aos de fora e até para que os mais novos possam conhecer o que temos. Como sabemos, atualmente os mais jovens, muitas das vezes, têm dificuldade em ir aos museus e assim sabem o que temos”, considerou.

Alexandre Vaz disse ainda que o novo espólio municipal, doado pelo benemérito de Pedrosas, é composto por “peças de algum valor” monetário, apesar de reconhecer que ainda não conhece bem as obras que tem em mãos.

“Sei que há umas peças que são do casamento da princesa de Espanha e há lá algumas obras de um certo valor. A coleção terá um valor na ordem dos 500 mil euros”, reconheceu Alexandre Vaz.




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