Costa afirma que a covid-19 continua e Portugal não está em tempo de aventuras políticas




O secretário-geral do PS advertiu que Portugal não está em tempo de aventuras políticas, que ainda hoje mais 58 mil cidadãos foram infetados pelo SARS-CoV-2 e defendeu que desde 2016 há gestão responsável das contas públicas.

Estas mensagens foram transmitidas por António Costa no discurso com que encerrou o comício do PS que se realizou na Expocenter, em Viseu, após discursos do presidente da Federação, José Rui Cruz, e do cabeça de lista socialista por este círculo eleitoral, João Azevedo.

“É necessário dizer com toda a clareza que não estamos em tempo de aventuras, o país já sofreu muito nos últimos dois anos. O país ainda está a sofrer muito. Ainda hoje houve mais 58 mil pessoas que foram infetadas pelo vírus. Continuamos, infelizmente, a aumentar o número de pessoas que estão a falecer com covid-19”, apontou o líder socialista.

Ora, segundo o líder socialista, está situação “já é suficientemente dura”, com “uma crise económica e social que é preciso ultrapassar e uma crise política que agora também é preciso resolver”.

“Não somemos a isto tudo aventuras como a direita nos vem propor quando pretende desmantelar o nosso sistema de Segurança Social público – um sistema que temos vindo a reforçar, que tem garantido as pensões, os subsídios de desemprego, o lay-off e o apoio às famílias que tiveram de ficar em causa. Um sistema que combate diariamente a pobreza”, declarou.

António Costa afirmou depois que a mensagem da “direita do Segurança Social é que se quer meter na aventura de um sistema misto, onde parte do dinheiro é garantido pelo Estado, mas a outra parte do dinheiro passa a ser jogado no mercado e sujeito às vicissitudes do mercado”, completou, recebendo palmas dos militantes socialistas.

Já o secretário-geral do PS falava há mais de 20 minutos quando o sistema de som falhou e ouviu-se na sala um ruído que pareceu um estrondo.

António Costa comentou logo a seguir: “Até os microfones se assustam com esta imagem do Diabo”.

Antes, o secretário-geral do PS tinha falado sobre alguns dos resultados económicos e sociais alcançados desde 2016, dizendo que só foram possíveis porque o seu Governo “soube gerir as contas públicas com muita seriedade e responsabilidade, sem aventuras”.

“Não tivemos só um excedente orçamental em 2019. Com a política que seguimos conseguimos aumentar e reforçar a sustentabilidade da Segurança Social. Hoje, com todos os desafios demográficos que se enfrentam, há a garantia de uma Segurança Social sustentável por mais 22 anos”, declarou.

Segundo o líder socialista, importa pois “continuar as políticas económicas que têm permitido criar mais emprego, trabalho mais bem remunerado e assim aumentar a receita da Segurança Social, o que possibilita aumentar a sustentabilidade do sistema”.

Mas nem sempre foi assim, na perspetiva de António Costa.

“O que enfraqueceu a Segurança Social foram as políticas do último Governo PSD/CDS que, apesar dos cortes das pensões, com o brutal desemprego então criado e com o corte dos vencimentos que provocaram, as receitas foram baixando e a sustentabilidade do sistema ficou ameaçada”.

Ora, acrescentou o secretário-geral do PS, “é a essa passado que o país não pode regressar”.

Nas últimas eleições legislativas, no círculo de Viseu, o PS teve menos dois mil votos (35,3%) do que o PSD (36,24%). Em relação aos oito mandatos em disputa, o PS empatou a quatro com os sociais-democratas.

Nas últimas eleições autárquicas, o PS conquistou dez dos 24 municípios e apoiou a lista vencedora independente em São João da Pesqueira.




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