Confinamento provoca redução acentuada da sinistralidade rodoviária

A sinistralidade rodoviária no primeiro período do estado de emergência, entre 19 e 31 de março, caracterizou-se por “um decréscimo em todos os indicadores”, registando-se uma descida de 72,5% de acidentes e 76,5% de vítimas mortais, foi hoje divulgado.




A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) divulgou o hoje o relatório da sinistralidade e fiscalização rodoviária do primeiro semestre do ano, indicando que durante este período se registaram 6.746 acidentes, de que resultaram 82 vítimas mortais, 407 feridos graves e 8.032 feridos ligeiros.

A ANSR acrescenta que, em relação ao mesmo período de 2019, ocorreram menos 1.303 acidentes (-16,2%), menos 35 vítimas mortais (-29,9%), menos 82 feridos graves (-16,8%) e menos 1615 feridos ligeiros (-16,7%).

“A redução de sinistralidade, naturalmente reforçada com a declaração de estado de emergência , no dia 19 de março, o qual impôs fortes medidas de confinamento com consequente redução no tráfego, verificou-se também no período compreendido entre 01 de janeiro e 18 de março, onde se registaram menos 438 acidentes (- 6,4%), menos 22 mortos (-22%), menos 42 feridos graves (-9,8%) e menos 550 feridos leves (-6,7%) relativamente a idêntico período do ano anterior, reforçando a tendência decrescente verificada nos meses de janeiro e fevereiro de 2020”, precisa a ANSR.

Segundo o relatório, a sinistralidade ocorrida durante o período que vigorou o estado de emergência no mês de março (de 19 a 31) devido à pandemia covid-19 caracterizou-se “por um decréscimo em todos os indicadores”: menos 72,5% nos acidentes, menos 76,5% nas vítimas mortais, 66,7% nos feridos graves e menos 74,9% de feridos ligeiros em relação ao mesmo período do ano passado.

A ANSR refere que, entre janeiro e março, a colisão foi o tipo de acidente mais frequente, represente mais de metade dos desastres e dos mortos registados naquele período, sendo também os arruamentos os locais onde se verificaram mais acidentes e vítimas.

O mesmo documento mostra também que, em relação aos utentes das estradas, no primeiro semestre do ano, 53,7% do total de vítimas mortais eram condutores, 28,% eram peões e 18,3% passageiros.

Os automóveis ligeiros continuaram a ser, entre janeiro e março, os veículos mais interveniente nos acidentes, representando 77,2%.

No âmbito da fiscalização, foram fiscalizados, no primeiro semestre do ano, cerca de 32,5 milhões de veículos, um aumento de 58,9% face a período idêntico de 2019, indica ainda o relatório.

De acordo com a ANSR, destas ações de fiscalização resultaram mais de 353 mil infrações, o que representou um aumento de 2,% face ao período homólogo do ano passado, sendo o excesso de velocidade (59,2%) a infração mais registada nos primeiros três meses do ano.




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