China quer ser principal potência mundial – Antony Blinken




O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, defendeu que a China quer ser a principal potência militar, económica, diplomática e política do mundo, com uma ordem antiliberal.

Em entrevista ao jornal The Australian, Blinken apontou que a China quer uma ordem mundial “profundamente antiliberal”, ao contrário dos EUA, mostrando-se preocupado com as ambições do país se tornar a principal potência mundial.

Em causa, estão, por exemplo, as tensões comerciais da china com outros países e o seu programa de investimentos, denominado Nova Rota da Seda.

Blinken participa, em Melbourne, numa reunião da aliança de defesa do diálogo e segurança, composta pela Índia, Austrália, Japão e EUA.

O governante reconheceu ainda que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua a ser uma das principais temáticas em cima da mesa, tendo realizado, antes da viagem à Austrália, um conjunto de contactos telefónicos com os seus homólogos.

Para Blinken, a Rússia “representa um desafio imediato” não apenas para a Ucrânia”.

Conforme notou o secretário de Estado, “as fronteiras de um país não podem ser mudadas à força, nem se pode decidir opções, políticas ou associações de outro país”

A Rússia é acusada pelo Ocidente de ter concentrado dezenas de milhares de soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia para proceder a uma invasão, que os Estados Unidos consideraram iminente.

O Kremlin desmentiu qualquer intenção nesse sentido e exige garantias relativas à sua segurança à OTAN, querendo que esta assegure que não fará qualquer alargamento à Europa de Leste e que o pedido de adesão da Ucrânia nunca será aceite, o que Aliança Atlântica obviamente rejeita fazer.




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