Viseu quer “cooperação ativa e estratégica” com Costa do Marfim


O município de Viseu entregou ontem a Chave de Honra da Cidade ao primeiro-ministro da Costa do Marfim, país com o qual quer ter uma “cooperação ativa e estratégica” ao nível das trocas comerciais, da cultura e do turismo.

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, disse que a cidade e a região têm “empresas em setores estratégicos para o crescimento da Costa do Marfim”, como as tecnologias de informação e comunicação, o agroalimentar, a saúde e a construção civil.

“Estou disponível e empenhado em colaborar ativamente nessa aproximação e diálogo”, frisou.

O autarca disse que, no ano passado, “as exportações portuguesas para a Costa do Marfim duplicaram face a 2014” e que este ano “as expectativas são de que esse valor poderá voltar a duplicar”.

“Viseu quer contribuir para o fomento dessa dinâmica, no interesse comum dos nossos povos”, sublinhou.

Segundo Almeida Henriques, Viseu quer também “contribuir para as trocas culturais e científicas”, atendendo ao facto de ser “uma cidade cultural vibrante” e com um ensino superior de “qualidade reconhecida”.

“Temos três instituições de ensino superior e mais de 8.000 estudantes em setores estratégicos como a saúde, a agricultura, as tecnologias e as engenharias”, explicou.

Almeida Henriques referiu que a cidade está “a redescobrir e revalorizar as suas ligações históricas, políticas, económicas e culturais aos países africanos”, lembrando que em junho de 2014 visitou a Costa do Marfim e a sua cidade de Abidjan, com a qual Viseu tem um protocolo de geminação e cooperação.

O gesto de entregar ao primeiro-ministro a Chave da Cidade “sela de forma especial a vontade no desenvolvimento dos laços diplomáticos, culturais e económicos de Viseu e Abidjan, da cidade-região com a Costa do Marfim”, realçou.

O primeiro-ministro, Daniel Kablan Duncan, considerou que se trata de “um grande símbolo, que está em plena sintonia com o reforço dos laços de amizade e cooperação entre Portugal e a Costa do Marfim”.

“São laços que queremos que sejam cada vez mais sólidos e multiformes”, frisou.

Daniel Kablan Duncan manifestou vontade em reforçar os “laços de cooperação e de trocas entre as coletividades territoriais, que têm um papel essencial de promotores na melhoria das condições de vida das comunidades”.

“A cooperação que pretendemos entre os dois países não sobrevive sem um conjunto de iniciativas locais de aproximação como esta. Vai permitir-nos enriquecer com a vossa experiência de gestão de grande cidade e permitir a troca de reflexões para ultrapassar os desafios dos nossos tempos”, acrescentou.

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