Restaurantes da região Viseu Dão Lafões desafiados a qualificarem-se


Mais de 200 estabelecimentos de restauração situados nos 14 concelhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões vão ser desafiados a aderir ao programa “Seleção gastronomia e vinhos”, apresentado na passada sexta-feira.

No âmbito deste programa, vão ser dinamizadas ações ao nível da melhoria de processos, da valorização dos serviços e da qualificação das empresas de restauração, com o objetivo de, previsivelmente até ao final do verão, poderem receber os selos “Seleção gastronomia e vinhos”, explicou o vice-presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Jorge Loureiro.

O responsável disse que o Turismo Centro de Portugal, em diálogo com a AHRESP, identificou que na CIM Viseu Dão Lafões a gastronomia e o vinho constituem um produto turístico decisivo, o que torna fundamental “intervir e requalificar toda a rede de restauração”.

Segundo Jorge Loureiro, foram identificados “entre 200 e 210 restaurantes nos 14 municípios”, aos quais vai ser enviado um convite para aderirem ao programa.

“Não há qualquer impacto financeiro para os empresários, a não ser aquele que decorra de eventuais adaptações que queiram fazer”, esclareceu.

Além da AHRESP e do Turismo Centro de Portugal, são também parceiras no projeto a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e a empresa ControlVet, que avaliarão e monitorizarão os diversos indicadores técnicos a implementar pelos estabelecimentos de restauração aderentes ao programa.

“Este é um momento único para a nossa gastronomia poder dar o salto”, considerou Jorge Loureiro, mostrando-se convicto de que o programa permitirá “ajudar a alavancar os negócios, a trazer mais turistas e a fixá-los mais tempo”.

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, considerou que “não há ninguém em Portugal que não saiba que em Viseu se come bem” e, por isso, essa é uma característica que deve ser realçada.

Pedro Machado aludiu à possibilidade de este “projeto-piloto” ser estendido a outras regiões do centro do país.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, disse que a criação de um selo que qualificasse a restauração era uma ambição que tinha.

Isto porque, independentemente de Viseu ser conhecido por se comer bem, “a qualidade do serviço dos restaurantes muitas vezes não corresponde à qualidade da comida que é servida”, justificou.

O autarca congratulou-se por, assim que colocou esta questão à AHRESP, ter ficado de imediato com a perceção de que estavam “a caminhar no mesmo sentido”.

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