PJ deteve dois homens por alegada burla de meio milhão de euros em Tondela


A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de dois homens, no concelho de Tondela, pela presumível prática dos crimes de burla qualificada, contrafação e passagem de moeda falsa, num negócio que envolveu bens avaliados em meio milhão de euros.

Em comunicado, a PJ informa que a detenção dos dois homens, de nacionalidade estrangeira, foi realizada pela Diretoria do Centro na segunda-feira.

“A vítima do esquema fraudulento foi abordada no decurso do passado mês de novembro por dois suspeitos, fazendo crer que eram empresários residentes em Angola e que se propunham comprar-lhe móveis num valor aproximado de 500 mil euros”, acrescenta.

De acordo com a PJ, os suspeitos de 25 e 32 anos, mantiveram algumas reuniões com a vítima num hotel em Lisboa, fazendo-a acreditar que tinham ligações pessoais e familiares a organizações internacionais.

Nestas conversações, os suspeitos comprometeram-se a pagar os móveis a adquirir em numerário, assim que chegassem a acordo, com a condição de o negócio decorrer de forma sigilosa.

“Num desses encontros em Lisboa os dois suspeitos tinham consigo uma mala, tipo ‘trolley’ , que, segundo afirmaram, continha dois milhões de euros”, refere.

A PJ esclarece ainda que, já em Tondela, os suspeitos escolheram os móveis que supostamente pretendiam adquirir e pagar num valor aproximado de 485 mil euros.

“Usando algumas notas, os suspeitos demonstraram à sua vítima o alegado processo químico que permitiria transformar e limpar as notas que traziam consigo”, aponta.

A detenção viria a ocorrer em flagrante de delito na segunda-feira, em Tondela, quando os dois homens pretendiam finalizar o negócio dos móveis e a transformação química das notas.

“No decurso da operação policial foram apreendidos a mala e o cofre, contendo as hipotéticas notas no montante de dois milhões de euros e os supostos químicos necessários à transformação e limpeza das notas”, lê-se ainda na nota da PJ.

Os dois homens serão presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação adequadas.

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