Moimenta da Beira reage com satisfação a nova barragem e pede mais uma

Capoulas Santos





A Câmara de Moimenta da Beira reagiu hoje com satisfação ao anúncio governamental da construção da barragem da Boavista no âmbito do programa nacional de regadios, mas exigiu também infraestrutura semelhante na Nave.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a autarquia liderada por José Eduardo Ferreira mostra-se satisfeita com o anúncio feito pelo primeiro-ministro, António Costa, no sábado, mas diz que promete “manter viva a reivindicação” da construção da segunda barragem prevista no Aproveitamento Hidroagrícola de Moimenta da Beira (AHMB), com origem no lugar da Nave, na Serra de Leomil.

O autarca diz ainda estar muito preocupado pelo “facto de o Governo prosseguir com uma política de investimentos no regadio muito concentrada no sul do país, em particular no Alqueva”.

As barragens da Boavista (agora contemplada) e a da Nave, investimentos de muitos milhões de euros, “serão determinantes para o reforço do setor da maçã, já que vão assegurar o regadio a muitos hectares de pomares existentes, e permitir que a sua área de plantação possa ser ampliada, como é desejo antigo dos produtores”, afirma o autarca, na nota enviada à Lusa.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural disse à Lusa no sábado que já foram aprovados 22 projetos no âmbito do Programa Nacional de Regadios, no valor total de 248 milhões de euros.

“Neste momento, já estão aprovados 22 projetos, que correspondem a 248 milhões de euros, sendo que os restantes serão para aprovar até ao final deste ano, para que a execução esteja concluída, o mais tardar, em 2022”, disse Capoulas Santos.

De acordo com o responsável, o programa em causa visa instalar em todo o país cerca de 95 mil hectares de regadios, 54 mil de novos regadios e 41 mil correspondentes a modernizações, tendo sido alocado um investimento público na ordem dos 534 milhões de euros.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou também no sábado que o investimento no setor agrícola, nomeadamente na modernização e criação de regadios, “é estratégico para o país” e permitirá responder “ao desafio imposto pelas alterações climáticas”.

“É um grande projeto estratégico para o país. São 500 milhões de investimento que vão permitir aumentar em mais 50 mil hectares as áreas de regadio e modernizar mais 40 mil. Isto melhora a produtividade da nossa agricultura, mas também aumenta a capacidade de reserva e permite uma gestão mais eficiente da água”, sublinhou então.




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