Câmara de Nelas apela à não implementação da taxa sobre sacos plásticos

sacos_plasticoO presidente da Câmara de Nelas, Borges da Silva, apelou  à não implementação da taxa sobre os sacos plásticos e defendeu um período de transição para as empresas do setor se adaptarem à reforma da fiscalidade verde.

“A Câmara de Nelas está preocupada com os reflexos negativos que a taxa sobre os sacos plásticos poderá ter nas empresas do ramo. Temos uma empresa no concelho que só produz sacos plásticos e que não teve tempo para se adaptar a esta nova realidade”, alegou.

Para o autarca de Nelas, deveria haver um período transitório, de forma a que as empresas pudessem estudar e criar alternativas que minimizassem o constrangimento económico causado pela taxa pretendida pelo Governo.

“No nosso concelho, temos a Topack – Indústria de Plásticos, que emprega meia centena de pessoas e só produz sacos plásticos. Esta empresa, há um ano, não imaginava que o preço de um saco plástico aumentasse 500 por cento por causa da fiscalidade verde”, realçou.

Na sua opinião, esta é uma taxa violenta que vai refletir-se obrigatoriamente no volume de negócios das empresas da área e, consequentemente, no número de postos de trabalhos.

“Esclareço que não somos contra as medidas verdes e que melhorem a nossa qualidade de vida. No entanto, sou apologista que estas sejam feitas quando são criadas alternativas e não de um momento para o outro”, acrescentou.

Borges da Silva considera ainda que Portugal é um país onde não existe um clima de estabilidade fiscal, com as constantes mudanças a prejudicarem a saúde financeira das empresas.

“Faz falta alguma estabilidade fiscal, o que prejudica o investimento em Portugal. Apelo aos grupos parlamentares para serem sensíveis nestas matérias”, concluiu.

 

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