Alegado homicida de Aguiar da Beira entregou-se à PJ e foi detido durante direto da RTP





14642842_10207562390079387_1148041410_nO alegado homicida de Aguiar da Beira, Pedro Dias, entregou-se ontem à noite às autoridades, sendo visível a sua detenção, algemado, a entrar num carro da polícia, filmado em directo pela RTP.

Nas imagens, passadas na RTP 3, “Piloto”, como é conhecido, foi visto a entrar no carro policial, enquanto a jornalista da RTP Sandra Felgueiras fazia o relato, tendo expressado algumas declarações que o fugitivo lhe terá feito antes de se entregar.

Segundo a jornalista da RTP, Pedro Dias foi transportado para a PJ da Guarda, devendo ser presente esta quarta-feira a um juiz de instrução criminal.

Sandra Felgueiras referiu também que Pedro Dias se entregou às 19:00, a escassos metros da Câmara Municipal de Arouca e perto da casa dos pais.

Pedro Dias, conhecido como “Piloto”, estava desaparecido desde 11 de Outubro, data em que dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. Um morreu e outro ficou ferido.

Na mesma madrugada, um homem morreu e a mulher ficou gravemente ferida, também alvejados a tiro na viatura em que seguiam,.

Começou, então, a caça ao homem tendo como único alvo Pedro Dias, o suspeito de Arouca, no distrito de Aveiro.

A advogada que representa o alegado homicida Pedro Dias, Mónica Quintela, disse ontem à Lusa que o seu cliente decidiu entregar-se  às autoridades perante jornalistas para “preservar a sua segurança e integridade”.

A advogada reiterou que optou por esta estratégia de entrega pública uma equipa da RTP e um jornalista do Diário de Coimbra para “preservar a segurança e integridade” do suspeito dos crimes, entre os quais se incluem duas mortes, sublinhando que as autoridades “foram impecáveis”.

Segundo a sua advogada, Pedro Dias entregou-se às autoridades por volta das 21:45, em Arouca, sem que se registasse qualquer incidente e antes das 23:00 já estava a caminho da Guarda, onde deverá ser presente a um juiz de instrução criminal nas próximas 48 horas, sendo que também o Ministério Público “poderá tentar” ouvi-lo.

A causídica, que já representava os avós paternos da filha do suspeito (representantes legais da menor), explicou que, assim que teve a informação de que Pedro Dias a queria contactar para se entregar, realizou “todas as diligências nesse sentido”, escusando-se a prestar mais declarações sobre o caso.

A casa onde se entregou é pertença da família de Pedro Dias e fica sensivelmente a 200 metros da habitação principal dos seus pais, onde também está a sua filha, como constatou a Lusa no local.

 



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